1 faixa · 3m16s
Emanações sobre a catalepsia
A calmaria no cetim negro goles de torpor estado inerte droga que acalma Tropeços catalépticos seu inferno é o medo Mudo, amordaçado calado, engolido distorções de seu acalanto cova de dores cova sem flores, sem cruz resquícios de outrora de um outono que desaba da travessia entre o nada e o nada
Discípulo
Sua mão escureceu meu caminho eras arruinadas e minha sorte é a culpa sou sua sobra, sua imagem, sua escolha castrado de minhas vontades ergui um império por seu amor império de culpas e pecados onde mentira se tornou meu nome Ser sua semelhança não é dádiva marionetes no seu jogo
O de 100 nomes e o amor
O início do amor no universo passando-se por perverso ensaiado num discurso doloroso os anos se passaram o amor mudou para o martelo na mão de quem diz que ama Por que amar? Por que amar? Se um coro de vozes ardentes bravejam: Derrama! Derrama! Para que marque o chão! E o nosso amor volte sem perdão!
Cego
Não é uma dor da carne Abandono! Virtudes tolas e desgastadas as mãos atadas sobre o fascínio o enterro das paixões atado a uma cegueira milenar Privada da dança, do gozo a carne apodrece e morre
Senhor do fim
Aqui começa o fim! Cessando a dor que a covardia se desintegre no beijo e o acalanto nas sombras do tempo mãos que acariciam como cetim confortam no prazer da carne Olhos de labirintos que seduzem com seu brilho fóssil o brilho que se ergue como último suspiro de alívio Imunda o peito com desejo e engole a alma na calmaria do silêncio envolve em seus braços sufoca no aperto de serpente e no sabor de sua boca o desarranjo dessa vida és onde descansa o tolo
Cárcere
Indefesa, a alma aprisionada no lodo esfria dos prazeres carcerada no divino, adormece soterrada na apatia e no torpor Aniquilada, a razão condenada as ilusões o divino aqui te rouba mascarada em um amor servil.
Novo Messias
O que corre em suas veias é gélido e venenoso palavras que retorcem e machucam como o apodrecer há tantas gostos que não se devem provar vontades que devem ser guardadas não há como amar tendo o coração pulsando amargor não há como sonhar pregando a ruína daqui se ergue a decadência engatinhando na direção das paredes insólitas da loucura a inversão do louvor decreta a estupidez fulmina seus desejos ajoelha-te perante o carrasco a doutrina do novo messias das lágrimas que lavam o sangue brote a razão e se erga forte sobre o castigo